Nadia Murad Basee Taha (Curdo: نادیە موراد بەسێ تەھا; Árabe: نادية مراد باسي طه; nascida em 10 de março de 1993) é uma ativista dos direitos humanos yazidi nascida no Iraque e baseada na Alemanha. Em 2014, durante o genocídio yazidi pelo Estado Islâmico, ela foi sequestrada de sua cidade natal Kocho, no Iraque. Grande parte de sua comunidade foi massacrada. Após perder a maior parte de sua família, Murad foi mantida como escrava sexual do Estado Islâmico por três meses, junto com milhares de outras mulheres e meninas yazidis.
Murad é fundadora da Iniciativa Nadia, uma organização sem fins lucrativos dedicada a “ajudar mulheres e crianças vítimas de genocídio, atrocidades em massa e tráfico humano a se curar e reconstruir suas vidas e comunidades”. Sua criação foi motivada pelo massacre de Sinjar.
Em 2018, ela e o ginecologista congolês Denis Mukwege receberam conjuntamente o Prêmio Nobel da Paz por “seus esforços para acabar com o uso da violência sexual como arma de guerra e conflito armado.” Ela é a primeira iraquiana e yazidi a receber um Prêmio Nobel da Paz.
Em 2016, Murad foi nomeada a primeira Embaixadora da Boa Vontade para a Dignidade dos Sobreviventes do Tráfico Humano pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.
Instagram: https://www.instagram.com/nadia_murad


















